<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sinopse &#8211; Websamba</title>
	<atom:link href="https://websamba.com.br/tag/sinopse/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://websamba.com.br</link>
	<description>Site dedicado ao carnaval e ao samba</description>
	<lastBuildDate>Tue, 17 Sep 2024 11:37:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2016/04/icone-web-samba-150x150.png</url>
	<title>Sinopse &#8211; Websamba</title>
	<link>https://websamba.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>União de Maricá revela sinopse do enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”/ Carnaval 2025!</title>
		<link>https://websamba.com.br/uniao-de-marica-revela-sinopse-do-enredo-o-cavalo-de-santissimo-e-a-coroa-do-seu-7-carnaval-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=uniao-de-marica-revela-sinopse-do-enredo-o-cavalo-de-santissimo-e-a-coroa-do-seu-7-carnaval-2025</link>
					<comments>https://websamba.com.br/uniao-de-marica-revela-sinopse-do-enredo-o-cavalo-de-santissimo-e-a-coroa-do-seu-7-carnaval-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 11:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Liga RJ]]></category>
		<category><![CDATA[Marquês de Sapucaí]]></category>
		<category><![CDATA[Série Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[União de Maricá]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://websamba.com.br/?p=8632</guid>

					<description><![CDATA[Em busca do título da Série Ouro, a escola vai mergulhar na história de uma das entidades mais populares da umbanda carioca. A União de Maricá divulgou na noite desta segunda-feira (16) a sinopse do enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. Em 2025, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em busca do título da Série Ouro, a escola vai mergulhar na história de uma das entidades mais populares da umbanda carioca.</em></p>



<p>A União de Maricá divulgou na noite desta segunda-feira (16) a sinopse do enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. Em 2025, na Série Ouro, a escola vai fazer uma grande homenagem ao Seu 7 da Lira, Exu Sete Encruzilhadas que tinha como médium a mãe de santo Cacilda de Assis, em busca do acesso ao Grupo Especial.</p>



<p>Conheça a sinopse:</p>



<p><em>O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7</em></p>



<p>Ouvem-se as palmas, as gargalhadas, as cantigas e tudo é um misto de fé e festa. A energia da umbanda une todo filho de fé em uma espécie de corrente perfumada pelo benjoim que queima na brasa do carvão. Um cambono grita “laroyê”. Outro, “mojubá Exu”! Outros tantos, “saravá!”.</p>



<p>Por ora, as rosas vermelhas estão depositadas na tronqueira do ilê. Em desfile, a tronqueira nos serve de abre-alas. Uma espécie de casa onde os catiços exibem seus corpos quase nus como guardiões e protetores de nossa entrada. Uma casa de quimbanda. De Pomba-giras. De Seu Tranca Rua. De Seu Marabô. E, como diz a canção, onde Seu Tiriri também se faz morador. Junto às imagens, entre as lâmpadas vermelhas e as ofertas, os pontos riscados se mostram eternizados em ferro torcido. Ferro que se cruza. Marcado em fogo e solda. Assentamento e encruzilhada.</p>



<p>Derramando o axé de um terreiro &#8211; localizado em Santíssimo, Zona Oeste do Rio de Janeiro – a tronqueira protege o ilê comandado por Cacilda de Assis, para que os guias da mãe de santo possam baixar na Avenida.&nbsp; Assim, em estado de fantasia, Vovó Cambinda ganha o corpo das baianas.&nbsp; Na sequência, pra bradar e estremecer a terra, quem desce na gira como quem desbrava a mata é a Cabocla Jurema. “Jureminha” – indígena menina – reina e dança com seu cocar de penas herdado de Tupinambá.</p>



<p>Adiante &#8211; de saia encarnada, diadema e enfeitada com joias falsas &#8211; quem baixa para ser presenteada com o perfume das rosas é a Senhora Audara Maria. A pomba-gira de Cacilda; a Rainha do Oricó; a dona das rosas vermelhas e enamorada daquele que baixa na madrugada de sábado para domingo &#8211; de cartola e capa &#8211; diante do congá de Santo Antônio.</p>



<p>Este, a estrela da casa. Aquele que deu fama ao lugar. Um exu sete encruza e mandingueiro que se autoproclamou rei e dono de quatro coroas: Rei da coroa da Lira; Rei da coroa do delogum (o jogo de búzios); Rei da coroa do carnaval e, como bom cachaceiro, Rei da coroa da palha da cana.</p>



<p>Exu adivinho. Um encantado lendário batizado José das Sete Liras e advindo de um tempo em que não se contava o tempo. Filho carnal de pai com descendência grega e mãe africana. Um exu carola, devoto de Nossa&nbsp; Senhora, que festejava seu aniversário no dia de Santo Antônio. Filho espiritual de Nanã Buruquê com Oxalá. O irmão caçula de Omulu e Ogum de Locó que, ao desencarnar, encantou-se em uma espécie de fidalgo com apreço por capa, calças, bordados, jaquetão de veludo, botas e cartola.</p>



<p>Exu violeiro e suburbano a quem os doentes recorriam buscando suas mandingas de cura. Um exu curandeiro que cuspia cachaça e lançava fumaça como antídoto contra o mal. O médico dos pobres. O psicólogo dos mais humildes. O recurso derradeiro para quando a medicina não oferecia mais recurso. Aquele que, quando não sara, cura. Não à toa, ganhou fama de terreiro em terreiro, de gira em gira, de boca em boca, como o Doutor Saracura.</p>



<p>Exu festeiro. Um batuqueiro que canta e dança. Que entra em campo ostentando seu manto rubro-negro. Que, quando trabalha, corre encruzilhada pra “matar” o caô no peito; driblar a demanda, marcar o inimigo, cabecear e marcar gol. Uma espécie de Fio Maravilha que vem de Aruanda. Um flamenguista declarado que gargalha e espalha o riso inflamando o coro que canta junto da charanga: “Exu é Flamengo, eu também sou&#8230;”</p>



<p>Catiço papo firme e cachaceiro. Que bebe litros. Litros de marafo transformados em uma espécie de água ardente que benze. De água que passarinho não bebe. De abrideira. Álcool que, quando aspergido pela boca, cai como líquido sagrado e bendito sobre a casa cheia. Cheia de mil. De duas mil. De cinco mil pessoas que cantam juntas e, por isso mesmo, o mal não encontra passagem.</p>



<p>Um exu pop star que, por fazer tanto sucesso &#8211; e sua fama espalhar-se além da conta &#8211; teve o transe de seu cavalo incorporado transmitido pela TV para o Brasil. Ao vivo, vestindo a vontade da entidade que nela se manifestava &#8211; de capa, calça e cartola –&nbsp; Mãe Cacilda de Assis encheu-se de pinga para cuspir seu marafo mágico sobre músicos, assistentes de câmeras e outros tantos que emprestaram seus corpos para Exus e outras entidades se manifestarem diante das câmeras do programa de José Abelardo Barbosa, o Chacrinha.</p>



<p>Àquela altura, Seu Sete estava com tudo e não estava prosa. Ele, em pessoa, explodiu a audiência na TV no último domingo de agosto de 1971. Ninguém quis bacalhau, nem a buzina do velho guerreiro teve tanto sucesso quanto o Exu que fez as chacretes virarem no santo e a energia da lira se espalhar de tal modo que &#8211; vejam só &#8211; dizem que um general linha dura não pôde conter que uma Pomba-gira baixasse em sua casa para fazer sua esposa gargalhar no sofá da sala.&nbsp;</p>



<p>Rei do Carnaval, Seu Sete da Lira não deixava passar os dias de folia. Ele, que fez do samba e da marcha seu material de trabalho, sabia que a alegria era um santo remédio. Quando o calendário marcava o mês de fevereiro, Seu Sete baixava para lançar confete e serpentina. Vestia-se de verde e rosa. Enfeitava-se de paetês azuis e bordados brancos enquanto fazia a multidão cantar: “Vem chegando a madrugada, ô / O sereno vem caindo / Cai, cai, sereno devagar / Meu amor está dormindo&#8230;”</p>



<p>A gira de Seu Sete estava transformada em um grande baile a céu aberto. A alegria desmedida era o seu ebó para o carnaval que se aproximava. Contra ele, ninguém podia e os malandros dos becos e dos blocos da cidade eram sabedores. O poder de suas mandingas era um assunto que se estendia das bocas da Zona Oeste até o Catumbi. Não à toa, num samba de embalo, a turma do Bafo da Onça pôs-se a cantar: “Você botou meu nome na boca do bode / Eu sou filho do Seu 7 / Comigo você não pode / Você botou / Você mesmo vai tirar / É uma ordem do Seu Sete / Você tem que respeitar&#8230;”</p>



<p>Folião dos bons, certa vez, Seu Sete incorporou em Mãe Cacilda para desfilar numa farra carnavalesca que tinha como sede a Avenida Rio Branco. De vermelho e preto, os foliões seguiram aquele que era o dono das mais festivas encruzilhadas junto ao Bloco da Lira. Na ocasião, o Exu cintilava nos paetês de seu terninho dourado e sua capa encarnada enquanto comandava a festa na rua. Com sua turma fantasiada, e charuto entre os lábios, Cacilda de Assis atravessou sete encruzilhadas entre a chuva de confetes e as serpentinas que saudavam o rei que brincava na terra.</p>



<p>Uma mistura molhada de suor com marafo. Sambas e marchinhas como aquelas que eram cantadas em suas giras. Estardalhaço de bexigas de bate-bolas estourando contra o asfalto. O remelexo das cabrochas. A fumaça que subia da boca de um Exu que soltava a sua gargalhada estridente e sonora como o toque de um clarim que anuncia tanto o começo quanto o fim da festa.&nbsp;</p>



<p>Para encerrar, deixo aqui a informação de que Seu Sete da Lira não baixa mais. Não desce em curimba nem se coloca a saracotear pelos terreiros. Sua banda lhe chamou. Cumpriu sua missão no tempo em que Mãe Cacilda de Assis cumpriu a dela. Entretanto, duvido que, diante de uma farra festiva como o desfile que se anuncia, ele não esteja à espreita, buscando mais uma vez seu cavalo para &#8211; quem sabe &#8211; o transe que vai colocá-los juntos novamente.</p>



<p>Na encruza, quando o relógio marcar meia-noite e o canto do Aquicó (do galo) anunciar que o sábado de carnaval chegou, desejo que tudo se transforme em gargalhada e música, tal qual o “ôme” gostava, para que ele possa trabalhar.&nbsp;<em>Evoê, laroyê e saravá!</em></p>



<p><em>Pesquisa, desenvolvimento e texto: Leandro Vieira.&nbsp;</em></p>



<p><em>BIBLIOGRAFIA:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O fenômeno Seu Sete da Lira – Cacilda de Assis a médium que parou o Brasil / Autor: Cristian Siqueira / Editora: Edições BesouroBox / Ano 2020.</li>



<li>Umbandas: Uma história do Brasil / Autor: Luiz Antonio Simas / Editora: ‎Civilização Brasileira / Ano 2021.</li>
</ul>



<p><em>DISCOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA AOS COMPOSITORES:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>LP “Tambor 7”</em> / 1970 / Cacilda de Assis / Gravadora Odeon.</li>



<li><em>LP “Esse Também Ninguém Segura”</em> / Bloco Carnavalesco Bafo da Onça / 1970 / Gravadora Okeh.</li>



<li><em>LP “Seu 7 Saracura, cura minha dor”</em> / 1970 / Tenda Espírita da Cabocla Jurema / Gravadora Equipe.</li>



<li><em>LP “Sete Rei da Lira”</em> / 1971 / Cacilda de Assis / Gravadora Odeon.</li>



<li><em>“Exu é Flamengo”</em> – Marcha de Cacilda de Assis, Marinho Lima e Cláudio Paraíba lançada por Gracinda Miranda nos anos sessenta</li>



<li><em>“Vem chegando a madrugada”</em> – Samba de Noel Rosa de Oliveira, Zuzuca do Salgueiro e Francisco Scarambone lançado nos anos sessenta.</li>
</ul>



<p>Fotos: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="817" height="1024" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-817x1024.png" alt="" class="wp-image-8633" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-817x1024.png 817w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-239x300.png 239w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-768x963.png 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-1225x1536.png 1225w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-1633x2048.png 1633w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/09/4.LogoOficial-300x376.png 300w" sizes="(max-width: 817px) 100vw, 817px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/uniao-de-marica-revela-sinopse-do-enredo-o-cavalo-de-santissimo-e-a-coroa-do-seu-7-carnaval-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Unidos de Vila Isabel apresenta sinopse com imersão inédita na Cidade do Samba/ Carnaval 2025!</title>
		<link>https://websamba.com.br/unidos-de-vila-isabel-apresenta-sinopse-com-imersao-inedita-na-cidade-do-samba-carnaval-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=unidos-de-vila-isabel-apresenta-sinopse-com-imersao-inedita-na-cidade-do-samba-carnaval-2025</link>
					<comments>https://websamba.com.br/unidos-de-vila-isabel-apresenta-sinopse-com-imersao-inedita-na-cidade-do-samba-carnaval-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 12:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[Unidos de Vila Isabel]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://websamba.com.br/?p=8444</guid>

					<description><![CDATA[Foram necessários oito dias e cerca de 50 profissionais para montar a megaestrutura do circuito A Unidos de Vila Isabel apresentou na noite desta quarta-feira (26) a sinopse do Carnaval 2025. Em uma apresentação imersiva do enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, o público foi convidado a brincar com a imaginação e embarcar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Foram necessários oito dias e cerca de 50 profissionais para montar a megaestrutura do circuito</em></p>



<p>A Unidos de Vila Isabel apresentou na noite desta quarta-feira (26) a sinopse do Carnaval 2025. Em uma apresentação imersiva do enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, o público foi convidado a brincar com a imaginação e embarcar em uma aventura misteriosa e divertida na Cidade do Samba.</p>



<p>Conduzidos por um maquinista no mínimo assustador, cada convidado tomou seu lugar no Trem Fantasma para percorrer um trajeto imersivo de mais de um quilômetro com interação com personagens e efeitos especiais. A fim de compor a atmosfera do enredo, a Vila Isabel adicionou quase 300 pontos de iluminação cênica e realizou uma parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para desligamento de todas as<strong> </strong>luzes da Cidade do Samba.</p>



<p>Ao desembarcar em frente ao barracão da escola, mais escuridão, névoa e seres assustadores aguardavam os convidados no caminho até o elevador. No trajeto de subida não foi diferente: noiva cadáver, palhaço maldito, mortos vivos e fantasmas – cada pavimento revelava uma nova figura assombrosa.</p>



<p>A última parada do circuito foi o quarto andar do barracão, onde havia um cinema com telão de led e um buffet temático. Após a apresentação de um vídeo com a sinopse, o carnavalesco Paulo Barros instigou o sambista a preparar seu maior amuleto: a alegria.</p>



<p>“Todas as assombrações que vocês viram são para nossa diversão. Na avenida, o Trem Fantasma vai passar por florestas, águas, matas, redondezas, infância e vai desembarcar em um grande baile. Por que nós vamos no Trem Fantasma? Para sentir medo? Não! Para se divertir. Precisamos de um samba que seja alegre, valente e que faça a Sapucaí tremer!”, disse o carnavalesco Paulo Barros.</p>



<p>Foram necessários oito dias e 48 profissionais para montagem da megaestrutura, além de dois dias de ensaios e um evento-teste. Ao todo, 35 atores participaram do elenco. Além do investimento da Vila Isabel, as coirmãs Grande Rio, Portela e Salgueiro contribuíram com elementos cenográficos.</p>



<p>“Nós queremos um bom samba e, por isso, entregamos não só uma boa sinopse, mas também uma imersão no nosso enredo. O Carnaval é alegria e a Vila Isabel vai transformar as assombrações em uma grande festa na Avenida em 2025”, afirmou o presidente da agremiação, Luiz Guimarães.</p>



<p><strong>Leia a sinopse completa:</strong></p>



<p><strong>QUANTO MAIS EU REZO, MAIS ASSOMBRAÇÃO APARECE!</strong></p>



<p>Era noite de carnaval do ano de 2025 e os foliões brincavam nos desfiles que percorriam a Avenida. Nas arquibancadas, o público cantava e dançava ao som animado das baterias. Tudo transcorria como o esperado. De repente, na concentração, começa a soar a primeira sirene estridente, anunciando que a próxima escola vai entrar na Marquês de Sapucaí. Os componentes se preparam para incorporar os personagens de suas fantasias. Na pista vazia, o povo aguarda o próximo espetáculo sem imaginar o que está por acontecer… &#8220;Atenção, Sapucaí! Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece! Vem aí, a Unidos de Vila Isabel!&#8221;. Atendendo ao chamado, um enorme Trem Fantasma, lentamente, vai invadindo a pista… – É chegada a hora de embarcar nessa estranha aparição para correr os trilhos de uma aventura cheia de mistério e diversão: comecem a rezar, porque a Vila vai assombrar!</p>



<p>Cada um que tome o seu lugar! Apavorados? No escuro, se encontram as mais temidas assombrações. Elas surgirão aos montes para animar o maior pesadelo: encontrá-las todas em um só lugar: fantasmas, almas de outro mundo, bruxas e monstros que se escondem na mente humana virão para tirar vocês do sério&#8230; Preparados? O trem se movimenta e não há como fugir!</p>



<p>Melhor superar o terror provocado por eles, orando para que desapareçam!! Peguem seus amuletos, usem suas rezas e mandingas, peçam a todos os santos, descubram qual é a melhor forma de se protegerem porque o trem vai correr na velocidade da imaginação e não será possível voltar atrás. Vamos juntos, cada um com sua devoção! Respiração suspensa e coração acelerado, todo mundo suando frio, todos amedrontados com a expectativa de enfrentar o desconhecido.</p>



<p>Preparem-se porque esse inusitado show vai começar!</p>



<p>Os rodeiros arranham os trilhos. O trem avança e nada mais se vê à frente. O maquinista fantasma acelera para frear bruscamente diante da escuridão!</p>



<p><strong>NAS MATAS E FLORESTAS</strong></p>



<p>Faz frio e o arrepio corre pela espinha ao percebermos que entramos em uma floresta onde uivos são ouvidos ao longe. Algo estranho surge entre as árvores&#8230; e se aproxima&#8230; de repente, o Curupira, protetor do mato, surge para confundir e afastar os invasores! O trem acelera de novo e para, de repente, diante do temido Lobisomem! Garras preparadas para dominar suas presas, o bicho pula uivando enquanto o trem corre em outra direção. Ave-Maria nos livre da maldição da Lua cheia! E o livramento que nos salva desse susto não consegue afastar o Anhangá, um espírito protetor das florestas, que, segundo os filhos de Tupã, enlouquece aqueles que tentam invadi-la. Peçam proteção aos encantados! Ao percorrer as matas, o risco é encontrar, à espreita, temidos seres primordiais que desconhecemos. Na velocidade do Trem Fantasma, chegamos a uma aldeia depois de escapar dos assombros da floresta. Um alívio. Mas que dura apenas alguns instantes porque lá vem o Boitatá, a imensa serpente incandescente, que defende os habitantes das matas contra as terríveis queimadas! Segurem o fôlego para passarmos por ela sem sermos vistos!!! Mas, cuidado, porque, logo adiante, se esconde o Saci que chegou pra perturbar!</p>



<p><strong>NAS ÁGUAS</strong></p>



<p>Os carrinhos trepidam levemente percorrendo um trajeto retilíneo, com um balanço que acalma dentro da escuridão. Ouve-se o murmurinho das águas ao redor, como se estivéssemos percorrendo a superfície de um rio. De algum ponto distante, é possível perceber um canto suave e envolvente. A voz se aproxima, e eis que surge a lara, uma sereia capaz de nos hipnotizar com sua inebriante beleza. A essa altura, já estamos sentindo o incontrolável desejo de nos entregar em seus braços para o último mergulho. O experiente maquinista nos livra, mais uma vez, fazendo uma curva brusca que nos tira do lugar. Mal sabíamos que, ao fugir da sereia, teríamos que enfrentar outros seres apavorantes das águas! Das profundezas do rio, surge o Yacuruna, um híbrido medonho, com a cabeça virada para trás! Ele avança sobre nós montado em seu enorme jacaré preto! Contam as histórias da Amazônia que é ele o responsável pelo desaparecimento das pessoas&#8230; Essa foi por pouco! Ainda bem que ainda estamos todos aqui atravessando o rio velozmente! &#8220;Opará&#8221;, assim chegamos ao velho rio-mar&#8230; E quase atropelamos o Caboclo D&#8217;Água, que vinha pronto para nos derrubar! Pelo sim, pelo não, temos que pedir proteção para espantar essa atrevida aparição! Outra virada repentina para a esquerda e o rio deságua no mar. Quem nos espera em águas salgadas é o João Galafuz, um duende marinho que emerge das ondas para provocar tempestades. Melhor não arriscar, dar marcha ré e voltar ao Velho Chico, onde navega, ao longe, a Gaiola Encantada, muito iluminada, pronta para o embarque das almas afogadas. Dizem que ela nos leva aos caminhos da morte. Será?</p>



<p>O trem ganha mais velocidade e atravessamos uma cortina de fumaça. O que nos espera do outro lado? Almas do outro mundo, que vagam perdidas pela Terra, chegamos! Atravessamos a fronteira do pavor!</p>



<p><strong>NAS REDONDEZAS</strong></p>



<p>Gritos, lamentos e gemidos horrendos revelam a presença macabra do Corpo-Seco, um morto-vivo que vaga pelas estradas e aterroriza quem se atreve a cruzar o seu caminho! Cruz credo! Corre o trem sem direção até atravessar as pesadas portas de um castelo mal-assombrado que se fecham atrás de nós! Teremos como fugir do assombroso salão onde vampiros se divertem ao som de um batuque irresistível? Comandando o ritual de sedução, está o temido Conde Drácula, personagem que não perde uma noite de carnaval! Não se entreguem, porque esses lascivos anfitriões estão famintos! O condutor encontra a porta dos fundos. Ainda inebriados pelo ritmo quente da bateria, lá fora, o silêncio ensurdecedor de um cemitério retorna atemorizante… Das tumbas, emerge a Mulher de Branco, assustadora aparição que quer capturar nossas almas! Socorro! Esses arrepios insuportáveis pelo corpo nos levam a crer que ela vai conseguir! O pio da coruja Rasga-Mortalha anuncia que a morte nos espreita. Medo, pânico, não vamos escapar! Minha mãe, nos tire daqui!!</p>



<p><strong>NA INFÂNCIA</strong></p>



<p>A vida passa como um filme diante da iminência do fim. E o trem nos conduz aos tempos de infância, quando tivemos nossos primeiros sustos. A cada curva, vamos encontrando assombrações inesquecíveis de quando éramos crianças: o Bicho-Papão, sempre à espreita, pronto para carregar os que desobedecessem aos pais; a Bruxa terrível, que queria nos colocar no caldeirão! Cuidado, a Cuca vai te pegar! O homem do saco, ameaçador, dessa vez nos leva sem piedade! E o Lobo Mau, pronto para nos engolir?</p>



<p><strong>NA FOLIA DO DIA DAS BRUXAS</strong></p>



<p>No último trecho, descobrimos o nosso maior amuleto: a alegria! É chegado o fim da linha! O Trem Fantasma faz seu desembarque na Avenida. Vamos brincar com a imaginação e transformar nossas assombrações num incrível Dia das Bruxas, onde palhaços assustadores, feiticeiras horrendas, bonecos medonhos e tantas outras criaturas tomam conta da folia!</p>



<p>Vistam suas fantasias porque, agora, a Vila vai nos assombrar de alegria!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="681" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-1024x681.jpeg" alt="" class="wp-image-8445" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-1024x681.jpeg 1024w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-300x200.jpeg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-768x511.jpeg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-1536x1022.jpeg 1536w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/FAU0376-2048x1363.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>


]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/unidos-de-vila-isabel-apresenta-sinopse-com-imersao-inedita-na-cidade-do-samba-carnaval-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>De corpo fechado: Acadêmicos do Salgueiro entrega sinopse em noite marcada pela emoção e espiritualidade/Carnaval 2025!</title>
		<link>https://websamba.com.br/de-corpo-fechado-academicos-do-salgueiro-entrega-sinopse-em-noite-marcada-pela-emocao-e-espiritualidade-carnaval-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=de-corpo-fechado-academicos-do-salgueiro-entrega-sinopse-em-noite-marcada-pela-emocao-e-espiritualidade-carnaval-2025</link>
					<comments>https://websamba.com.br/de-corpo-fechado-academicos-do-salgueiro-entrega-sinopse-em-noite-marcada-pela-emocao-e-espiritualidade-carnaval-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 13:53:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos do Salgueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Entrega de sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://websamba.com.br/?p=8400</guid>

					<description><![CDATA[Em mais um passo para o Carnaval 2025, o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro apresentou nesta noite desta quarta-feira (05/06), a sinopse do enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2025: &#8220;Salgueiro de Corpo Fechado&#8221;. A obra, escrita por Igor Ricardo, será desenvolvida pelo carnavalesco Jorge Silveira. A agremiação recebeu em sua quadra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em mais um passo para o Carnaval 2025, o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro apresentou nesta noite desta quarta-feira (05/06), a sinopse do enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2025: &#8220;Salgueiro de Corpo Fechado&#8221;. A obra, escrita por Igor Ricardo, será desenvolvida pelo carnavalesco Jorge Silveira.</p>



<p>A agremiação recebeu em sua quadra, na Rua Silva Teles, diretores, segmentos, compositores, comunidade e imprensa, a foi repleta de emoção. A matriarca e presidente da ala das baianas, Maria da Glória Carvalho, conhecida como tia Glorinha, abriu a cerimônia ao lado do mestre-sala Sidclei Santos, buscando proteção diante de um altar cheio de axé, com o pavilhão Salgueirense ao centro. Em seguida, a equipe liderada pelo coreógrafo Paulo Pinna apresentou uma dramatização da sinopse, encenada por passistas e bailarinos da Academia do Samba, sob a coordenação do diretor artístico Carlinhos Salgueiro.</p>



<p>Após a explanação do enredo, Igor Ricardo detalhou a pesquisa e o desenvolvimento do tema.</p>



<p>&#8220;O enredo do Salgueiro trata basicamente da proteção espiritual. Vamos explorar a origem e o significado de ter o corpo fechado, que envolve sair de casa protegido por símbolos e rituais diversos. Nossa história começa na África com o povo Mandinga e culmina com uma homenagem à umbanda carioca e seu Zé Pilintra, protetor do Salgueiro&#8221;, explicou Igor.</p>



<p>Jorge Silveira destacou a proposta do enredo:</p>



<p>&#8220;Salgueiro de Corpo Fechado é um retorno às raízes afro-brasileiras, mergulhando nas diversas culturas religiosas do Brasil. Vamos traduzir na avenida os rituais de fechamento de corpo, refletindo a jornada material e espiritual do Salgueiro.&#8221;</p>



<p>O diretor de Carnaval, Wilson Alves, comentou sobre a noite e a expectativa para a temporada de 2025:</p>



<p>&#8220;Esta noite é um incentivo aos nossos compositores, esperando que eles mantenham o nível do ano passado. É uma festa para apreciar o trabalho minucioso de Igor Ricardo e Jorge Silveira, que prepararam com muito carinho o enredo do Salgueiro&#8221;, afirmou.</p>



<p>Wilson também confirmou o início da temporada do &#8220;Salgueiro Convida&#8221; para 20 de julho, com a presença da campeã do Carnaval, a Unidos do Viradouro, na abertura do evento que é um dos mais aguardados pelos sambistas. A disputa de samba está prevista para começar em 19 de agosto.</p>



<p>O Acadêmicos do Salgueiro será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 3 de março de 2025.</p>



<p>Confira o enredo:</p>



<p>Salve Deus</p>



<p>Sinopse Salgueiro 2025<br>Salgueiro De Corpo Fechado</p>



<p>Corpo Fechado. Imune, invulnerável, à prova de bala, faca, coice de animal, graças a processos secretos de feitiçaria tradicional. O corpo fechado pode resultar de amuletos usados ao pescoço, livrando o portador de todos os perigos, morte súbita, prisão, agravo (injúria), ou por se ter submetido ao cerimonial do feitiço, muamba, catimbó, macumba, de variadas formas, quase dependendo de cada mestre a maneira e cerimonial do ato. Em geral, há o auxílio de cânticos rituais, sacrifícios de animais, velas etc. 1<br>Feitiço. Mandinga. Quebranto. Só ele sabe rezar. O preto velho mandingueiro veio para trabalhar. Adorei as Almas! Sempre no nosso caminho, aliviando qualquer penar.<br>Senhor Marabô, Exu dono da minha porteira, é aquele que vence toda demanda. Traz Exu Pimenta também para nos ajudar. Sentinela de Xangô, o meu protetor, firma ponto, ponto de fé.<br>Mau-olhado, espinhela caída, erisipela, vento virado, peito arrotado. Sai pra lá! Tenho meu corpo cruzado, fechado.<br>Sem medo de macumba, sem medo de quiumba, o Salgueiro prepara o tacho de óleo de oliva, arruda, guiné, alecrim, carqueja, alho e cravo. Com o sinal da cruz na fronte, no peito, nas mãos e nos pés, nossa escola vai entrar na maior encruzilhada do mundo, a Marquês de Sapucaí, de corpo fechado. A história e cultura do fechamento do corpo está inserida em um conjunto de crendices presente em religiões africanas e européias que sobreviveram à travessia do Atlântico. Ao longo do tempo, o pacto para a proteção do corpo se diversifica e caminha com nuances próprias nas pequenas cidades do interior, na zona rural, na periferia, na cidade grande. Territórios de um mundo mágico-religioso, povoado de rezas, crenças, simpatias e benzeções.<br>A crença na invulnerabilidade chegou ao Brasil por meio dos mandingos escravizados, do antigo Império Mali, que eram ao mesmo tempo guerreiros, feiticeiros e seguidores do islamismo. Do nome desse povo, veio o termo mandinga, no sentido de feitiço, mágica, coisa-feita, despacho. Embora fosse seguidor da religião islâmica, o fundador do Império Mali, Sundiata Keita, possuía, conforme se acreditava, poderes mágicos vindos dos amuletos que utilizava. As chamadas bolsas de mandinga eram costuradas em pano ou couro com passagens do Alcorão, portadas junto ao corpo para trazer proteção e poder, que se intensificavam em proporção direta ao número de talismãs usados.<br>Trazidas à Colônia, foram adaptadas como “patuás terapêuticos” contra “males” do corpo e da alma. Supunha-se que as bolsas de mandinga tinham propriedades de cura e que fechavam o corpo contra doenças e feitiços. Na Bahia, as passagens corânicas foram substituídas por orações cristãs, acrescidas ainda de diversos elementos, como balas de chumbo, pedra de corisco, pólvora, olho de gato, osso de defunto, moedas de prata, sangue humano e de animais. A potência das mandingas estava no ritual que lhes conferia um poder místico após sua confecção. Eram cozidas dentro de bolsas e defumadas com incensos e ervas para depois serem benzidas e enterradas em encruzilhadas à meia-noite ou depositadas debaixo do altar de uma igreja para em cima delas serem rezadas três missas, o que as tornaria ainda mais poderosas. Além de acreditarem ter o corpo fechado ao usá-las, muitos daqueles que traziam tais objetos em volta do pescoço esperavam também que lhes trouxessem dinheiro, sorte e mulheres.<br>Da mesma forma, no sertão, existia a ideia de que o corpo do cangaceiro era magicamente fechado, protegido contra armas e munição. Muito supersticiosos, estruturavam suas vidas de acordo com uma série de rituais. Tinham obsessão por cobrir os próprios corpos com símbolos, emblemas e orações protetoras: estrelas posicionadas na frente e no verso de chapéus protegiam contra o olho gordo; as estrelas de oito pontas recordavam a macambira, uma planta espinhosa comum na região, que ninguém tocava; a flor-de-lis, representação do lírio, era um símbolo de pureza, atributo ironicamente admirado pelos bandidos. Crucifixos, rosários, o manto da Virgem Maria… Os sertanejos constituíram assim seu próprio “manto sagrado”, todos armados de mosquetões, excentricamente adornados, para cobrir o corpo masculino “aberto” pela mulher.<br>Moreno, um cabra bem famoso, o feiticeiro do bando de Lampião, conhecia todas essas formas de pactos e ritos para fechar o corpo. O cabra cujo a volante tinha raiva por ele e o bando sempre escaparem contou que fechou os corpos de quase todos os aliados, fazendo-lhes patuás poderosos; e ainda santificou-lhes os anéis para que tivessem uma mira certeira e uma argúcia mortal no manejo dos punhais. Aos mais perigosos e mais procurados pela polícia, Moreno ensinou como se “envultar” (ficar invisível) através de pactos com “diabos dóceis”. Reza a lenda que Lampião quase sempre declinou dessas feitiçarias. Temente a Deus e afilhado de Nossa Senhora, ele “não queria ficar devendo favor ao Diabo”. O chefe dos cangaçeiros só aceitou levar um sinete na aba dianteira do chapéu que lhe concedia talentos premonitórios. Quando foi abatido no cerco de Angico (Sergipe), Lampião estava usando um outro chapéu, estava “desprotegido”. O “chapéu mágico” fora devolvido ao próprio Moreno, que dele recortou o sinete e o guardou consigo até sua morte, aos 100 anos.<br>Fé ou superstição? Sempre há quem enfrente as crendices de peito aberto. Mas se a ideia é fechar o corpo, haverá aqueles que procuram, nas rezas e nas devoções, uma calmaria para o desassossego. Para todos os males que atingem o corpo e a alma do homem, sempre há uma reza para curar. Corpo e espírito não se separam. Hoje, várias cerimônias para fechar o corpo são feitas pelo país. Essa prática visa tornar a pessoa invulnerável não apenas a armas, como também da inveja, doenças, má sorte etc.<br>Contra a panema, no linguajar indígena, desgraça, infelicidade, poderes sobrenaturais são exercitados com adornos de santos combinados com velhos espíritos da selva, os “encantados”. Pessoas que estiverem acometidas pelo “roubo de sombra” só tendem a ser consideradas curadas quando benzidas a partir do ritual da pajelança, um ritual de restabelecimento espiritual. O pajé dança, canta o toante e o maracá, carrega plantas, penas. Nas cerimônias Pankararu, o “remédio do mato” recobra do flechamento, quando “bichos ruins” ou entidades malignas desejam se apossar do espírito da pessoa. Aqui a cura vem do poder da mata. A mata tem uma gente que tem muito poder.<br>Jurema Preta, senhora rainha, és dona da cidade, mas a chave é minha. É tupereneguê, é tuperenaguá, salve o povo da Jurema, deixa os mestres trabalhar.<br>Em uma religião que celebra a vida, é fácil perceber que um corpo saudável é uma obrigação essencial. O corpo no Candomblé alcança e representa o sagrado, traz sentimentos, sensações e emoções. Com banhos de ervas (abô), passes magnéticos e palavras encantadas, para formalizar e sacralizar o ritual de fechamento de corpo, usa-se o contra egum. Uma ferramenta de defesa confeccionada em palha da costa, podendo conter búzios e/ou contas referentes aos Orixás ou Divindades, que possui uma grande quantidade de axé, agindo sobre a áurea eliminando todas as energias negativas e doenças do corpo. Somente o corpo doente pode encontrar essa cura; somente a ferida que dói, uma hora cicatriza.<br>É o corpo que se fecha, como uma casa que veda suas frestas.<br>E no meu terreiro, Salgueiro, quem me protege não dorme. Advogado dos pobres e doutor das doenças da alma, do corpo e do espírito, mestre da jurema, Exu na Quimbanda, Preto Velho na Linha das Almas, feiticeiro, mandingueiro, orador, rezador, catimbozeiro, dono da magia. Defensor dos feitiços e das magias negativas. Trabalha em todas as linhas espirituais, tanto na direita quanto na esquerda da Umbanda, Quimbanda, Catimbó… Seu Zé é um mistério divino. Mestre curador porque faz cura, trabalhos de virada. Malandro da Lapa. Acompanhado de sua Falange de Malandros, atua como protetor da minha casa. Vigia quem entra e quem sai, toma conta do entorno para me defender. É bom, pois faz o bem, mas, quando está “virado”, manda a maldade de volta para quem enviou. Despacha, se vinga. O inimigo cai, eu fico em pé.<br>Porque eu tenho meu corpo fechado, tenho um malandro do meu lado pra me acompanhar. Que Seu<br>Zé me proteja daquilo que não posso ver! Que meus inimigos não me vejam nem de noite, nem de dia, nem no pingo do meio dia. Que assim seja.<br>Texto: Igor Ricardo<br>Carnavalesco: Jorge Silveira<br>Referências bibliográficas:<br>ANDRADE, Mário de. Música de Feitiçaria no Brasil/ Mário de Andrade. 2. ed. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 2006.<br>CALAINHO, Daniela Buono. Metrópole das mandigas: religiosidade negra e inquisição portuguesa no antigo regime. Garamond, 2008.<br>1 CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Global Editora, 2000. Pag. 162.<br>LOVO, Arianne Rayis. Caminhando junto: produção de cura, corpos e “caminhos” a partir das rezadeiras Pankararu. Unicamp/SP, 2018.<br>MAUÉS, Raymundo Heraldo. Um aspecto da diversidade cultural do caboclo amazônico: a religião. Estudos avançados, Quixadá: Uiniquixadá, 2005.<br>NERY, Vanda Cunha Albieri. Rezas, Crenças, Simpatias e Benzeções: costumes e tradições do ritual de cura pela fé. Centro Universitário do Triângulo – Uberlândia/MG, 2004.<br>SANTIAGO, Luís. O mandonismo mágico do sertão: Corpo fechado e violência política nos sertões da Bahia e de Minas Gerais (1856-1931). Loope Editora, 2021 (2ª edição).<br>SANTOS, Vanicléia Silva. As bolsas de mandinga no espaço Atlântico: século XVIII. São Paulo, 2008.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="652" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal2-1024x652.jpg" alt="" class="wp-image-8401" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal2-1024x652.jpg 1024w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal2-300x191.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal2-768x489.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal2.jpg 1497w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal1-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-8402" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal1-1024x682.jpg 1024w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal1-300x200.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal1-768x512.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/06/sal1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/de-corpo-fechado-academicos-do-salgueiro-entrega-sinopse-em-noite-marcada-pela-emocao-e-espiritualidade-carnaval-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Unidos da Tijuca explanará sinopse do enredo para compositores com jantar para segmentos nesta quinta-feira/Carnaval 2025!</title>
		<link>https://websamba.com.br/unidos-da-tijuca-explanara-sinopse-do-enredo-para-compositores-com-jantar-para-segmentos-nesta-quinta-feira-carnaval-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=unidos-da-tijuca-explanara-sinopse-do-enredo-para-compositores-com-jantar-para-segmentos-nesta-quinta-feira-carnaval-2025</link>
					<comments>https://websamba.com.br/unidos-da-tijuca-explanara-sinopse-do-enredo-para-compositores-com-jantar-para-segmentos-nesta-quinta-feira-carnaval-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 01:03:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Enredo 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[Unidos da Tijuca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://websamba.com.br/?p=8361</guid>

					<description><![CDATA[Evento marcará o início do Carnaval 2025 na agremiação Primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 3 de março de 2025, a Unidos da Tijuca promove nesta quinta-feira, 16 de maio, às 20 horas em sua quadra de ensaios, apresentação do enredo aos compositores, segmentos e imprensa. O evento marcará o início do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Evento marcará o início do Carnaval 2025 na agremiação</em></p>



<p>Primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 3 de março de 2025, a Unidos da Tijuca promove nesta quinta-feira, 16 de maio, às 20 horas em sua quadra de ensaios, apresentação do enredo aos compositores, segmentos e imprensa. O evento marcará o início do calendário do Carnaval 2025 da escola do Borel.</p>



<p>A escola irá receber os compositores interessados em participar do concurso de sambas que vai eleger o hino oficial do próximo desfile. A ala é aberta a todos os interessados. O enredo a ser contato nos versos dos poetas é “ Logun-Edé – Santo Menino que velho respeita”, assinado e desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, estreante na agremiação. O tema foi um atendimento da direção da escola ao pedido da comunidade através das redes sociais da agremiação.</p>



<p>A Unidos da Tijuca prepara uma apresentação diferenciada, saindo da tradicional leitura e imergindo ainda mais no tema. Após a apresentação a escola promove um jantar para os segmentos reforçando os laços de união</p>



<p>Foto: Rafael Arantes</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="667" height="1024" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-667x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-8362" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-667x1024.jpeg 667w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-195x300.jpeg 195w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-768x1180.jpeg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-1000x1536.jpeg 1000w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-1333x2048.jpeg 1333w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-300x461.jpeg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Tijuca-2025-1-scaled.jpeg 1666w" sizes="auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/unidos-da-tijuca-explanara-sinopse-do-enredo-para-compositores-com-jantar-para-segmentos-nesta-quinta-feira-carnaval-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tuiuti apresenta sinopse do enredo/Carnaval 2025!</title>
		<link>https://websamba.com.br/tuiuti-apresenta-sinopse-do-enredo-carnaval-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tuiuti-apresenta-sinopse-do-enredo-carnaval-2025</link>
					<comments>https://websamba.com.br/tuiuti-apresenta-sinopse-do-enredo-carnaval-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 21:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíso do Tuiuti]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://websamba.com.br/?p=8345</guid>

					<description><![CDATA[O Paraíso do Tuiuti apresenta na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, a partir das 19h, a sinopse do enredo &#8220;Quem tem medo de Xica Manicongo?&#8221;, do carnavalesco Jack Vasconcelos, para o Carnaval 2025. A leitura vai ocorrer durante o evento &#8220;Tutu de Preto Velho&#8221;, que já virou tradição da agremiação de São Cristóvão. Além [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Paraíso do Tuiuti apresenta na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, a partir das 19h, a sinopse do enredo &#8220;Quem tem medo de Xica Manicongo?&#8221;, do carnavalesco Jack Vasconcelos, para o Carnaval 2025. A leitura vai ocorrer durante o evento &#8220;Tutu de Preto Velho&#8221;, que já virou tradição da agremiação de São Cristóvão. Além de servir o prato, os segmentos da azul e amarelo irão se apresentar e haverá roda de samba com T do Tuiuti. A entrada será gratuita.</p>



<p>&#8220;Xica Manicongo foi a primeira travesti não indígena do Brasil. Trazida sequestrada da região do Congo, pertencente à categoria das quimbandas de seu povo, sua expressão de gênero era lida pelo colonizador como feminina.&nbsp;Xica representa a luta das travestis brasileiras pelo direito à memória e reconhecimento e por isso é importante homenagear sua luta e existência&#8221;, diz Jack Vasconcelos.</p>



<p>Tutu de Preto Velho com leitura da sinopse para o Carnaval 2025<br>Data: Segunda-feira, 13 de maio,<br>Horário: a partir das 19h<br>Endereço: Campo de São Cristóvão, nº 33, em São Cristóvão – RJ<br>Entrada: Gratuita</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="818" height="1024" src="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-818x1024.jpg" alt="" class="wp-image-8346" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-818x1024.jpg 818w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-240x300.jpg 240w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-768x961.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-1227x1536.jpg 1227w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-1637x2048.jpg 1637w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-300x375.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2024/05/LOGO_XICA_MANICONGO-scaled.jpg 2046w" sizes="auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/tuiuti-apresenta-sinopse-do-enredo-carnaval-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;MANIFESTO SALGUEIRO TERRA-LIVRE&#8221; &#8211; Sinopse Acadêmicos do Salgueiro/ Carnaval 2024!</title>
		<link>https://websamba.com.br/manifesto-salgueiro-terra-livre-sinopse-academicos-do-salgueiro-carnaval-2024/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=manifesto-salgueiro-terra-livre-sinopse-academicos-do-salgueiro-carnaval-2024</link>
					<comments>https://websamba.com.br/manifesto-salgueiro-terra-livre-sinopse-academicos-do-salgueiro-carnaval-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 22:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos do Salgueiro]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Enredo 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://websamba.com.br/?p=7622</guid>

					<description><![CDATA[Na última quarta-feira, dia 31/05, às 20h, aconteceu a entrega da sinopse aos compositores do Salgueiro . O evento foi aberto e, na ocasião, o carnavalesco Edson Pereira e seu enredista Igor Ricardo fizeram explanação do tema para os presentes no evento. Com casa cheia, o GRES Acadêmicos do Salgueiro lançou em sua quadra a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-7534" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome-203x300.jpg 203w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome-768x1138.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome-691x1024.jpg 691w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome-300x444.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Screenshot_20230306_085735_Chrome.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px" />Na última quarta-feira, dia 31/05, às 20h, aconteceu a entrega da sinopse aos compositores do Salgueiro . O evento foi aberto e, na ocasião, o carnavalesco Edson Pereira e seu enredista Igor Ricardo fizeram explanação do tema para os presentes no evento.</p>
<p>Com casa cheia, o GRES Acadêmicos do Salgueiro lançou em sua quadra a sinopse do enredo que levará para a Avenida no Carnaval 2024. “Hutukara” o enredo é assinado pelo carnavalesco Edson Pereira, pelo enredista Igor Ricardo e contou com a colaboração do líder Yanomami Davi Kopenawa, e do Instituto SocioAmbiental representado pelo indigenista Marcos Wesley.</p>
<p>O líder Yanomami fez um chamado aos compositores salgueirenses: “Aqui está falando um filho da Amazônia, que come as frutas, que vive nas montanhas. Eu estou falando isso para vocês cantarem, nós queremos a ajuda de vocês, queremos que vocês defendam o nosso planeta terra, a nossa saúde, a nossa língua, os nossos xamãs, a nossa sabedoria, o nosso canto, a nossa alegria. Isso é muito importante para nós, é um alerta importante para darem valor a mãe terra, onde nós estamos morando. Sem terra, sem floresta, sem água, nós estamos mortos.”</p>
<p>O evento de apresentação da sinopse denominado “Manifesto Salgueiro Terra-Livre” fez coro com o movimento “Acampamento Terra Livre” (ATL), que ocorreu em abril, em Brasília, quando cerca de seis mil indígenas se reuniram na Praça da Cidadania para destacar a demarcação de terras como ação prioritária para a garantia dos direitos originários no país.&nbsp;</p>
<p>Em semelhança direta ao movimento, a comunidade e segmentos presentes na quadra, assinaram e ratificaram o compromisso da agremiação no pensamento de proteção aos direitos e demandas dos indígenas. O evento incluiu exposição de peças desenvolvidas por estudantes universitários da região da Tijuca do curso de “Design de Superfície” , inspirados pelo livro A Queda do Céu de Davi Kopenawa.</p>
<p>Em breve a escola divulgará as regras e calendário do concurso de samba-enredo.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segue abaixo o texto da sinopse do enredo “Hutukara”:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para todo salgueirense.</p>
<p>Flecha para tocar o coração da sociedade não indígena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SINOPSE SALGUEIRO 2024</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há mais de mil anos, os Yanomami vivem na maior Terra Indígena (TI) do país, em um território ao norte do Brasil e sul da Venezuela, nos estados do Amazonas e Roraima, nas bacias do Rio Negro e do Rio Branco. Ou seja, quinhentos anos antes dessas duas nações existirem, eles já estavam lá. Viver na floresta é um ofício que requer uma sabedoria ancestral, não fabricada em laboratório, nem encontrada nas páginas dos livros do “povo da mercadoria”. Viver na floresta como Yanomami é ser parte dela. É conviver com seres humanos e não humanos, animais, plantas, vento, chuva e milhares de espíritos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Omama recriou a floresta, pois a que havia antes era frágil. Virava outra sem parar, até que o céu desabou sobre ela. Por isso, Omama criou uma nova floresta, mais sólida, cujo nome é Hutukara”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Davi Kopenawa &#8211; A queda do céu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre em transe. Sonhe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob o luar de um anoitecer, todos se deitam em redes e iluminam o breu, numa aldeia sem luz elétrica, com lanterninhas e pequenas fogueiras que ajudam a amenizar o ar gélido da madrugada amazônica. A nossa noite, porém, é o seu dia. Sob o efeito da yãkoana, pó alucinógeno feito das raspas de árvores que dá acesso aos espíritos, os xamãs da aldeia convocam os xapiris. Eles vêm com seus corpos translúcidos, sempre belamente adornados e brilhantes. Só quem os conhece pode vê-los porque são muito pequenos e brilham como a luz. Há muitos, muitos, milhares deles. Xapiri é luz que dança e canta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ãë, ãë, ãë, e, e, e, e, e, ãë, ãë, ãë, ãë!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os cantos dos xapiris são tão numerosos que suas palavras são inesgotáveis. Eles aprendem tais melodias a partir das árvores de cantos. São árvores imensas, com troncos cobertos de lábios que se movem sem parar, uns em cima dos outros. Dessas bocas saem cantos belíssimos, tão abundantes quanto as estrelas do peito do céu. Todos os cantos dos espíritos provêm dessas árvores muito antigas. Esses espíritos ancestrais foram criados por Omama para que os Yanomami pudessem se vingar das doenças e se proteger da morte. Os xapiris são os protetores dos humanos e de seus filhos, independentemente de quantos sejam, e da floresta. Eles garantem a todos nós, indígenas e não indígenas, a certeza de que o sol nascerá no dia de amanhã e que o céu não desabará sobre a nossa cabeça.</p>
<p>Vislumbramos o sol do alvorecer. Céu azul, corpos pintados de vermelho. Coberta de palha e folhas, com uma praça de terra batida ao ar livre, o povo da aldeia parte para a caça e a coleta da pupunha, ingrediente principal do seu “mingau”. Eles usam arcos e flechas. Elas pegam seus cestos, seus facões, seus bebês e seguem para a roça. Aventuram-se mata adentro, com corpos imitando animais, procurando alimentos, seguindo cada rastro: abelhas comem no jatobá-roxo, jacarés passeiam pelas águas, a sumaúma impõe majestade e os perfumes exalam do fundo da selva. Flecham os animais, pescam os peixes. Mais tarde, chegarão com tatus, mutuns, jabutis, antas&#8230; Convidam uns aos outros, de casas diferentes, para dançar durante suas grandes festas reahu. Mas ouvem-se roncos. Estrondos. Militares estão raspando a pele da terra-mãe para a construção de estradas. A floresta é cortada em pedaços, feito retalho. Os garimpeiros, “comedores de terra”, chegaram. Para os Yanomami, as coisas que se extraem das profundezas da terra, como ouro e petróleo, são artifícios maléficos, perigosos, impregnados de tosse e febre. Omama escondeu o minério embaixo da terra para que seu irmão Yoasi, o criador da morte, não fizesse mal uso dele. Apesar da prudência de Omama, Yoasi fez com que os não indígenas soubessem desses metais, despertando a cobiça dos invasores.</p>
<p>O que fazem os brancos com todo esse ouro? Por acaso, eles o comem?</p>
<p>Enquanto reviram a terra para tirar de lá as lascas do céu, da lua, do sol e das estrelas que caíram no primeiro tempo, a fumaça xawara da doença se espalha: a água fica barrenta; rios são destruídos; animais desaparecem… A terra é demarcada, mas nem por isso protegida. Nada será forte o suficiente para restituir o valor da floresta doente. Nenhum dinheiro poderá devolver aos espíritos o valor de seus pais mortos.</p>
<p>O ronco dos motores para ao anoitecer. É aí que se ouve um ruído muito pior: o das crianças chorando de fome!</p>
<p>Em meio à essa tragédia, precisamos admirar a beleza e a força deles. Para os inimigos dos povos indígenas, o extermínio dos Yanomami passa pela destruição dessa beleza, passa pelo esquecimento de quem são. Porque é reconhecendo a beleza, a cultura, a memória, a sua própria língua, que os Yanomami afirmam a sua humanidade no mundo. Apaixonemo-nos por esse povo, por sua maneira particular de contar histórias. O respeito só pode nascer da admiração, não da pena. Afinal, o genocídio visto hoje mostra mais quem são os napë (não indígenas) do que quem são os Yanomami.</p>
<p>Assim como os sonhos Yanomami que surgem quando as flores da árvore dos sonhos desabrocham, sonhemos com um Brasil indígena. Os Yanomami não apenas pensam sobre seus sonhos, eles sonham aquilo que pensam, ampliando e moldando sua forma de conhecer e imaginar o mundo. De Norte a Sul, do Nordeste ao Sudeste, por toda a terra-floresta até os limites da Hutukara, os sonhos dos diversos povos originários continuarão desabrochando em nós e seguiremos sendo resistência. Antes do verde e amarelo, existia o Brasil do jenipapo e do vermelho. Antes da Coroa, existia (e ainda existe) o Brasil do cocar. Não conheceremos o Brasil antes de vislumbrar e respeitar a história indígena. Precisamos sonhar verdadeiramente a nossa terra.</p>
<p>E, aos inimigos dos povos indígenas, responderemos (em Yanomami):</p>
<p>Ya nomaimi! Ya temi xoa! (Eu não morro! Ainda estou vivo!).</p>
<p>Setorização</p>
<ul>
<li>Abertura &#8211; A Terra-Floresta: Hutukara</li>
<li>SETOR 02 &#8211; Por Dentro da Mata</li>
<li>SETOR 03 &#8211; A Tragégia Yanomami</li>
<li>SETOR 04 &#8211; Waitheri, Totihi e Peheti! &#8211; Coragem, Beleza e Verdade Yanomami</li>
<li>SETOR 05 &#8211; O Sonho de um Brasil Indígena</li>
</ul>
<p>Texto: Igor Ricardo</p>
<p>Desenvolvimento: Edson Pereira e Igor Ricardo</p>
<p>Colaboração: Davi Kopenawa e Marcos Wesley (Instituto SocioAmbiental)</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ul>
<li>KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. 1ª edição.\</li>
</ul>
<p>São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p>
<ul>
<li>BALLESTER, Anne. A árvore dos cantos. 2ª edição. São Paulo: Editora Hedra, 2022.</li>
<li>LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: uma etnografia dos sonhos Yanomami.</li>
</ul>
<p>São Paulo: Ubu Editora, 2022.</p>
<ul>
<li>Nogueira, Thyago (org.), Claudia Andujar: A Luta Yanomami (Instituto Moreira Salles, 2018).</li>
<li>PEDROSA, Adriano; RIBEIRO, David. Joseca Yanomami: nossa terra-floresta. São Paulo: MASP, 2022.</li>
<li>GIMOVSKI, Fábio. Ancestrais da terra. Curitiba, PR: Editora Urukum, 2021.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/manifesto-salgueiro-terra-livre-sinopse-academicos-do-salgueiro-carnaval-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Leão de Nova Iguaçu divulga sinopse do enredo e regulamento da disputa de samba/Carnaval 2023!</title>
		<link>https://websamba.com.br/leao-de-nova-iguacu-divulga-sinopse-do-enredo-e-regulamento-da-disputa-de-sambacarnaval-2023/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leao-de-nova-iguacu-divulga-sinopse-do-enredo-e-regulamento-da-disputa-de-sambacarnaval-2023</link>
					<comments>https://websamba.com.br/leao-de-nova-iguacu-divulga-sinopse-do-enredo-e-regulamento-da-disputa-de-sambacarnaval-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 17:52:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Disputa de samba]]></category>
		<category><![CDATA[Leão de Nova Iguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Série Prata]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://websamba.com.br/?p=6311</guid>

					<description><![CDATA[O Leão de Nova Iguaçu divulgou a sinopse do seu enredo para o carnaval de 2023. Na ocasião também foi apresentado o regulamento da disputa de samba para o próximo carnaval. As inscrições acontecerão no dia 3 de setembro e a disputa iniciará no dia 11 do mesmo mês. Além do troféu, a parceria campeã [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6312" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo-240x300.jpg 240w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo-768x960.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo-819x1024.jpg 819w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo-300x375.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-do-enredo.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" />O Leão de Nova Iguaçu divulgou a sinopse do seu enredo para o carnaval de 2023. Na ocasião também foi apresentado o regulamento da disputa de samba para o próximo carnaval. As inscrições acontecerão no dia 3 de setembro e a disputa iniciará no dia 11 do mesmo mês. Além do troféu, a parceria campeã também levará um prêmio de R$2.000.</p>
<p>A agremiação tem como enredo &#8220;Orlando Orfei, o Circo que vive em mim&#8221;, que será desenvolvido pelos carnavalescos Cahê Rodrigues e Lucas Pinto. O Leão será a 12ª escola a desfilar no dia 24 de fevereiro, pela Série Prata.</p>
<p>Confira a sinopse<br />
<strong>Orlando Orfei &#8211; O Circo que vive em mim</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Que fascínio ver os palhaços por mim, criança.&nbsp; Adulto permaneço ainda fascinado por aquele humor, simples, absurdo.&#8221;</em></p>
<p><em>Orlando Orfei</em></p>
<p><em>&nbsp;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Circo chegou!</p>
<p>Hoje tem Espetáculo?</p>
<p>Tem, sim senhor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acende-se uma luz no centro do picadeiro!</p>
<p>Uma voz com sotaque Italiano ecoa por toda a lona, arrepiando a multidão sentada em arquibancadas de madeira, o cheiro de serragem se mistura com o da pipoca e algodão doce.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Respeitável Público!</p>
<p>O show vai começar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Circo Orlando Orfei tem o prazer de apresentar nessa noite o espetáculo;</p>
<p>&#8220;Orlando Orfei &#8211; O Circo que vive em mim&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Venha embarcar com o Leão nessa viagem, que te levará a um mundo mágico de sonhos e fantasias, onde a alegria é o guia do espetáculo da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As luzes mudam de cor, a orquestra toca os primeiros acordes que darão início a cena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rufam os tambores!</p>
<p>Uns balet de personagens encantados circundam a arena.</p>
<p>O homenageado está no centro. Sim é ele!</p>
<p>O senhor Orfei, apaixonado, apresenta a elegante amazona que surge lindamente em um vestido de veludo sobre um cavalo andaluz.</p>
<p>Ele a admira, o nome dela? Herta, o grande amor de sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma vida de lutas, vitórias, perdas e muita superação.</p>
<p>Orlando tinha o poder de renascer como uma fênix.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Domar feras era o seu ofício e assim foi por toda a sua vida&#8230;</p>
<p>Através das dificuldades, soube com maestria priorizar tudo e todos ao seu redor.</p>
<p>O Circo das águas dançantes e seus muitos personagens o ensinaram a trilhar um caminho de amor, união e dignidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como palhaço aprendeu a sorrir, mesmo enfrentando os piores desafios que a vida lhe proporcionou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No voo dos trapezistas, aprendeu que na vida é necessário dar o salto correto, para não despencar das alturas e torcer, para que a rede esteja montada na hora certa para lhe segurar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A compenetração do equilibrista, ensinou a não se precipitar, olhar bem onde iria colocar os seus pés, para não dar passos errados e manter-se seguro, mesmo que a corda estivesse bamba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os malabaristas o ensinaram a manipular com sabedoria as oportunidades da vida e o foco no olhar para não deixar a peteca cair.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dos contorcionistas os ensinamentos e habilidades de passar pelos problemas por mais estreitos que pudessem parecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E foi com os mágicos que aprendeu a ocultar as peças chaves para o seu crescimento, e só tirar da cartola os seus sonhos, quando estivessem prontos para serem revelados.</p>
<p>Como num passe de mágica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua família, seus artistas, seus funcionários e amigos eram suas maiores inspirações diárias, para seguir em frente e manter a lona armada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E as feras?</p>
<p>Se para muitos pareciam perigosas, para Orlando a empatia era total.</p>
<p>Ele entendia a morfologia da palavra &#8220;domador&#8221; &#8211; do LATIM domus que significa casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, fazia com que seus animais se sentissem em seu próprio habitat, cercado de amor e carinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Orlando foi atacado!</p>
<p>Não por seus felinos, mas por outras feras.</p>
<p>Homens que o perseguiram acusando-o de manter animais em cativeiro e usá-los para ganhar dinheiro.</p>
<p>Foi difícil ser atacado por aqueles, que não sabiam que muita das vezes faltou-lhe dinheiro para honrar com seus compromissos, mas nunca para saciar a fome de seus animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas o show tinha que continuar&#8230;</p>
<p>E como bom circense, trazia sempre uma carta na manga.</p>
<p>Quando tudo parecia sombrio, Orlando surge com um gigantesco parque de diversões levando alegria a milhares de pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você lembra do Tivoli Park da Lagoa?</p>
<p>Foi criado por ele e fez parte da vida de muitos cariocas e, durante anos, manteve viva a infância dentro de milhares de pessoas.</p>
<p>O homem do circo vivo era o &#8220;Rei da Alegria&#8221;, sua paixão era colorir a vida das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Orlando escolheu a cidade de Nova Iguaçu para viver o resto de sua vida. Recebeu o título de cidadão Iguaçuano e hoje a cidade o abraça, nessa linda e justa homenagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Circo que habitou em seu coração durante décadas ficou marcado na memória de todo carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Orfei foi extremamente importante para as transformações que o Circo sofreu ao longo de sua história.</p>
<p>Sua paixão mantém até hoje acessa a chama de todos aqueles apaixonados que carregam o Circo no coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Circo que vive em mim, vive em você e em todos aqueles que trazem dentro de si a sua eterna criança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma vez perguntado;</p>
<p>O que você faria se o Circo não existisse?</p>
<p>Ele respondeu;</p>
<p>Eu Inventaria o Circo!&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Sinos! Parai, sinos!</em></p>
<p><em>Um palhaço morre!</em></p>
<p><em>E vós, não chorais!</em></p>
<p><em>Seja o sorriso, o choro,</em></p>
<p><em>Pela a morte de um palhaço</em></p>
<p><em>Ouves estes sons de querubins?</em></p>
<p><em>O paraíso está em festa:</em></p>
<p><em>E o mundo perdeu um amigo!&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Viva o Circo Brasileiro!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Obrigado</p>
<p>Orlando Orfei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Julho de 2022</p>
<p><strong>Cahe Rodrigues e Lucas Pinto</strong></p>
<p><strong>Carnavalescos</strong></p>
<p><strong>REGULAMENTO DISPUTA DE SAMBA </strong></p>
<p><strong>LEÃO DE NOVA IGUAÇU 2023</strong></p>
<p><strong>&nbsp;</strong></p>
<p><strong>1) Parcerias</strong></p>
<p>a- As parcerias não terão limite de compositores.</p>
<p>b- Apenas os autores qualificados como compositores terão seus nomes no CD ou qualquer outra mídia e veículo oficial de divulgação após a escolha do samba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2) Inscrição dos Sambas</strong></p>
<p>a- O samba concorrente deverá ser inscrito na data de 03 de setembro de 2022, das 11 horas até 13 horas, na quadra do G.R.E.S. Leão de Nova Iguaçu, situada na Rua Mário José da Fraga, 41 &#8211; Santa Eugênia, Nova Iguaçu.</p>
<p>b- Na inscrição do samba concorrente deverá ser entregue 20 cópias da letra do samba e 10 CD´s ou Pendrive com a gravação do samba.</p>
<p>c- Na inscrição será cobrada a taxa de inscrição no valor de R$ 25,00 por compositor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3) Apresentação dos Sambas</strong></p>
<p>a- A disputa será realizada em três apresentações.</p>
<p>b- O formato e datas das apresentações serão divulgadas previamente pela direção da agremiação.</p>
<p>c- Os músicos e cantores são de responsabilidade da parceria.</p>
<p>d- Não é permitido acesso ao palco a pessoas trajando bermuda, camisetas do tipo regata, chinelo e roupa ou acessório de outra agremiação.</p>
<p>e- Deverá ser comunicada e, consequentemente, aprovada pela direção da escola toda utilização de efeito especial como papel picado, fogos indoors (“fogos frio”), fogos de artifício, fumaça etc. A utilização de fogos de artifício poderá ser feita somente na Avenida Tancredo Silva, na calçada da linha férrea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4) Escolha do Samba</strong></p>
<p>a- A escolha do samba-enredo para o desfile do carnaval 2023 é de responsabilidade da presidência do G.R.E.S Leão de Nova Iguaçu junto a sua diretoria executiva.</p>
<p>b- Durante o processo de escolha do samba enredo para o desfile do carnaval 2023, será avaliado a letra, melodia e canto da comunidade/torcida.</p>
<p>c- Os segmentos da agremiação podem se manifestar, de forma democrática, em favor de qualquer samba em disputa.</p>
<p>d- O envolvimento do compositor ou membro da torcida do samba concorrente em brigas, agressões físicas e promoção de violência acarretará na imediata eliminação do samba concorrente.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/leao-de-nova-iguacu-divulga-sinopse-do-enredo-e-regulamento-da-disputa-de-sambacarnaval-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confira a sinopse do enredo da Unidos da Tijuca/Carnaval 2023!</title>
		<link>https://websamba.com.br/confira-a-sinopse-do-enredo-da-unidos-da-tijucacarnaval-2023/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=confira-a-sinopse-do-enredo-da-unidos-da-tijucacarnaval-2023</link>
					<comments>https://websamba.com.br/confira-a-sinopse-do-enredo-da-unidos-da-tijucacarnaval-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 16:08:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[Unidos da Tijuca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://websamba.com.br/?p=6304</guid>

					<description><![CDATA[É ONDA QUE VAI&#8230; É ONDA QUE VEM&#8230; SEREI A BAÍA DE TODOS OS SANTOS A SE MIRAR NO SAMBA DA MINHA TERRA Capítulo 1 Do Mar Sou Kirimurê, o grande mar interior do povo Tupinambá. Nasci de uma ave encantada decaída do céu. Contavam os indígenas antigos que seu coração abriu a terra quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6306" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed-300x300.jpeg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed-150x150.jpeg 150w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed-768x768.jpeg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed-1024x1024.jpeg 1024w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Feed.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />É ONDA QUE VAI&#8230; É ONDA QUE VEM&#8230;</p>
<p>SEREI A BAÍA DE TODOS OS SANTOS A SE MIRAR NO SAMBA DA MINHA TERRA</p>
<p><em>Capítulo 1</em></p>
<p>Do Mar</p>
<p>Sou Kirimurê, o grande mar interior do povo Tupinambá. Nasci de uma ave encantada decaída do céu. Contavam os indígenas antigos que seu coração abriu a terra quando tocou o chão, foi preenchido com o mar do Atlântico e suas alvas asas bordaram de areia meu contorno. Sou a mãe cujos&nbsp;filhos são peixes, de águas mornas e mansas onde as baleias cantam.</p>
<p><em>Capítulo 2</em></p>
<p>Da Terra</p>
<p>Sou a boca de mar do primeiro de novembro de Gaspar de Lemos, a Capitania de Francisco Pereira Coutinho e dos franceses que vinham até mim, atrás do meu pau-brasil e humaitás.</p>
<p>Vi a comitiva de Tomé de Souza, que D. João III mandou para fundar a primeira capital, desembarcar na praia do porto da Barra.&nbsp;Construíram fortes, trouxeram a cruz, escravizados e cana-de-açúcar. Fui cobiçada pela Companhia das Índias Ocidentais, invadida pelos holandeses.</p>
<p>Mas&nbsp;a terra&nbsp;que banho é barril dobrado;&nbsp;é de luta.</p>
<p>O som de minhas ondas ecoa nos gritos das revoltas, levantes, e pela independência no dois de julho, pois a luta pela liberdade também tem um perfume de maresia.</p>
<p><em>Capítulo 3</em></p>
<p>Dos Santos</p>
<p>Sou de todos os santos e axés. Marés barrocas me fizeram África do lado de cá. Na minha beira floresceram igrejas e candomblés. A magia que sopro pelos ares ao meu redor balança as medidas do Bonfim, levanta a saia das baianas, desfralda os estandartes das procissões, faz dançar as folhas das gameleiras de Nosso Senhor da Vera Cruz que fazem levantar os que já se foram, assanha a brasa da fogueira junina de Xangô que ilumina Santo Antônio na novena, mistura o toque dos sinos com os agogôs, espalha a vibração dos atabaques e do Iorubá falado na missa. Pelas minhas águas que a Gratidão do Povo desfila levando Bom Jesus dos Navegantes em triunfo e devoção.</p>
<p>Meu axé deseja que Deus lhe abençoe.</p>
<p><em>Capítulo 4</em></p>
<p>Do Povo</p>
<p>Sou a fartura que faz as redes do povo do mar pesarem em alegria. De mim vem o sustento de pescadores, marisqueiras, catadores de pinaúna, de siri-boia, papa-fumo, chumbinho, salambi, peguari, rala coco. Meu balanço ensinou o Marinheiro Só a nadar nos versos cantados na capoeira dos estivadores e no ritmo das Marujadas e Cheganças.</p>
<p>Meu vento infla as velas dos saveiros que me cruzam a superfície em um vai e vem bailarino, me fazem de rua e palco. Levam o pescado, dendê, farinha, cestos de cana-brava, caxixis de barro, rendas de bilro, frutas, folhas, para a feira de São Joaquim e o Mercado Modelo. De lá, aliás, ainda vejo Maria de São Pedro e Camafeu de Oxóssi refletirem em meu espelho d’água a me admirar. Exalo meu encantamento quando se abre uma garrafa de cachaça de folhas e no cheiro das comidas nos tabuleiros, tachos, alguidares, panelas e nas cabeças das Paparutas a rodar e dançar.</p>
<p><em>Capítulo 5</em></p>
<p>Do Reino</p>
<p>Sou o reino de Aioká que guarda tesouros e segredos nas profundezas aquáticas. Naufragados descansam em sua eternidade, casas dos habitantes marinhos que enriquecem a arquitetura viva das profundezas. Tenho ouro negro em meu recôncavo, que traz em sua essência a lembrança de um reino extinto há milhares de anos.</p>
<p>Estou na beleza enigmática que envolve a Ilha do Medo e na misteriosa água da Fonte da Bica que, juram, a água fina faz velha virar menina.</p>
<p>Sou a soberana da Amazônia Azul, a mais bela de toda a costa brasileira.</p>
<p>Minha natureza reina absoluta na exuberância da ilha que os frades nomeiam, onde meu azul envolve o verde da mata atlântica num espetáculo de preservação e respeito.</p>
<p>Sou o encontro de duas rainhas. O mar salgado de Iemanjá recebe as águas doces de Oxum quando os rios Paraguaçu, Subaé e Jaguaripe desaguam em mim.</p>
<p><em>Capítulo 6</em></p>
<p>Da Festa</p>
<p>Sou navegante da alegria, da festa. Por isso chame, chame, chame gente que eu benzo o banho de cheiro dos foliões, os blocos de caboclinhos, blocos afros e os Afoxés. Chame gente que é massa sentir os sorrisos felizes por trás das máscaras do carnaval dos mascarados, dos caretas e se alegrar com o arrasta povo do Forró do Jegue. Ó paí, que o embalo da Festa D’Ajuda já anunciou que a capela deu sinal, quem quiser sambar apareça!</p>
<p>Chame gente para tomar um sorvete na Ribeira, se esbaldar no samba de roda da segunda-feira gorda e sambar com a Barquinha de Bom Jesus dos Pobres.</p>
<p>Comemoro e reverencio a vida em cada pôr do sol no farol, com a esperança de que algum dia a paz vencerá a guerra e viver será só festejar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6307" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Story-169x300.jpeg" alt="" width="169" height="300" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Story-169x300.jpeg 169w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Story-575x1024.jpeg 575w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Story-300x534.jpeg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Vertical-Story.jpeg 719w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-6308" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Horizontal-300x113.jpeg" alt="" width="300" height="113" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Horizontal-300x113.jpeg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Horizontal-768x289.jpeg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Logo-Horizontal.jpeg 944w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Texto: Jack Vasconcelos</p>
<p>Ilustração: Antônio Vieira</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/confira-a-sinopse-do-enredo-da-unidos-da-tijucacarnaval-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“O azul que vem do infinito” é o enredo da Portela/Carnaval 2023!</title>
		<link>https://websamba.com.br/o-azul-que-vem-do-infinito-e-o-enredo-da-portelacarnaval-2023/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-azul-que-vem-do-infinito-e-o-enredo-da-portelacarnaval-2023</link>
					<comments>https://websamba.com.br/o-azul-que-vem-do-infinito-e-o-enredo-da-portelacarnaval-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 12:05:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Portela]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://websamba.com.br/?p=6256</guid>

					<description><![CDATA[A Portela anunciou nesta quarta-feira, 29, o enredo que levará para a Avenida em 2023, ano do centenário da escola. “O azul que vem do infinito” será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, que segue para o terceiro carnaval consecutivo na agremiação. A Majestade do Samba também divulgou um vídeo com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6257" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/07/GRES-Portela-Carnaval-2023-Logo-do-Enredo-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/07/GRES-Portela-Carnaval-2023-Logo-do-Enredo-212x300.jpg 212w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/07/GRES-Portela-Carnaval-2023-Logo-do-Enredo-768x1086.jpg 768w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/07/GRES-Portela-Carnaval-2023-Logo-do-Enredo-724x1024.jpg 724w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2022/07/GRES-Portela-Carnaval-2023-Logo-do-Enredo-300x424.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px" />A Portela anunciou nesta quarta-feira, 29, o enredo que levará para a Avenida em 2023, ano do centenário da escola. “O azul que vem do infinito” será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, que segue para o terceiro carnaval consecutivo na agremiação. A Majestade do Samba também divulgou um vídeo com a apresentação do enredo que conta com participações especiais de portelenses ilustres, entre eles, Paulinho da Viola e Mauro Diniz.</p>
<p>O enredo para 2023 não era exatamente uma novidade já que todos esperavam que a Portela falasse de seu centenário no próximo carnaval, nem por isso, o anúncio foi menos impactante. O público estava ansioso para saber de que forma o centenário será apresentado na Avenida. O presidente da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira, Fábio Pavão, comemora o resultado e conta como foi difícil chegar a este recorte.</p>
<p>“O enredo é contado a partir do olhar de cinco personagens, que, em seus períodos de vida e protagonismo na Portela e no carnaval, contemplam toda a história da nossa escola. Cada um no seu tempo. A História da Portela é a saga de gerações que se sucedem no tempo. Só assim chegamos aos cem anos”.</p>
<p>Mais uma vez, a Portela promete mexer com os sentimentos dos apaixonados pela escola e dos sambistas, além de fazer história na Sapucaí, é o que afirma o vice-presidente, Junior Escafura.</p>
<p>“Um enredo emocionante com a alma portelense. Espero que nossos padroeiros e ancestrais protejam nossa escola rumo a um carnaval inesquecível! ”, frisa o vice-presidente da escola.</p>
<p>Ainda falando em sentimentos, o carnavalesco Renato Lage adianta que se sente grato por poder fazer parte desse momento histórico da Portela e porque não, do próprio carnaval, afinal esta será a primeira agremiação a completar 100 anos de existência.</p>
<p>“Acho muito interessante participar com a nossa arte de um projeto dessa magnitude Portela 100 anos. Uma passagem de grandes bambas do samba que fazem parte da cultura do nosso país. Nos sentimos muito honrados. Parabéns Portela! ”, exalta Renato, que vai comandar o projeto em parceria com Márcia Lage.</p>
<p>CONFIRA A SINOPSE:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O azul que vem do infinito</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era o inicio da década de 1920 quando cheguei ao vale do rio das Pedras, na localidade há pouco tempo conhecida como Oswaldo Cruz. Desembarquei de um trem vindo da Saúde, acompanhado de minha mãe e minha irmã. Eu ainda não sabia, mas trazia comigo uma missão. Um propósito que se iniciava ali, nas terras do antigo engenho do Senhor Miguel Gonçalves Portela, mas que não conheceria os limites geralmente impostos pelo tempo e pelo espaço. Seria algo perene, imortal, como parecia ser a alegria nas concorridas festas de Dona Esther, onde entendi que deveria elevar o samba e a cultura popular a um patamar jamais alcançado. Então, com as graças de Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião, ou, como queiram, Oxum e Oxóssi, eu, Caetano e Rufino unimos nossas mãos e tivemos um sonho. Imaginamos um mundo azul e branco que não teria fronteiras, que se estenderia para além dos limites de nossas vidas terrenas. Fundamos o “Conjunto Carnavalesco Oswaldo Cruz”, primeiro nome de nossa criação. O primeiro nome da Portela! Era algo simples, pequeno, mas, logo no primeiro desfile oficial, fomos campeões deixando uma mensagem que, na verdade, tratava-se de uma profecia: “O samba dominando o mundo”. Isso foi há muito tempo. Hoje, Caetano, o que abre nosso cortejo no carnaval celestial é o bater das asas do Divino Espírito Santo. Lá embaixo, eles ainda fazem águia de isopor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faz muito tempo, Professor, mas eu lembro que tu me deste a honra de defender o pavilhão daquele primeiro campeonato. Eu também estava ao seu lado quatro anos depois, quando a Praça Onze se encantou com “Teste ao samba”, a primeira vez em que uma escola de samba apresentava fantasias, alegorias e samba representativos do enredo. Sua missão passou a ser a minha, e o sonho de vocês, fundadores, aos poucos ganhava forma. Eu vivi intensamente os “sete anos de Glória”. Sete vitórias seguidas, algumas delas em meio às incertezas dos carnavais de guerra. Eu vi os sambistas se dividirem, brigarem, formarem Associações diferentes, mas depois se unirem novamente. Vi as confusões de 1952, ano em que não teve apuração, e, no carnaval seguinte, conquistarmos o supercampeonato com as “Seis datas magnas”, tirando nota máxima em todos os quesitos. Hoje, em nosso carnaval celestial, quando rodopio movimento as nuvens brancas, que em forma de espiral rajam o azul do céu. Lá embaixo, eles ainda usam bandeiras de cetim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para rodar com o nosso pavilhão, menina, eu trouxe Vilma Nascimento, o Cisne da passarela, que está lá por baixo. Comigo não tinha malandro que se criava. Eu herdei esta missão e honrei cada dia da minha vida para cumpri-la. Fui tetracampeão, de 1957 a 1960. Quando cantamos “Legados de D. João VI” e “Brasil Panteão de Glórias”, os sambas eram de sua autoria, Candeia. Fomos campeões festejando o pintor “Rugendas” e usando violinos para ilustrar o “Segundo casamento de D. Pedro I”. Nós&nbsp; apresentamos a obra “Memórias de um sargento de milícias”, cujo samba foi escrito por aquele rapaz que está lá embaixo, o Paulinho da Viola. Lembro-me da festa ao conquistarmos o título de 1970, “Lendas e Mistérios da Amazônia”. No ano seguinte, Ary do Cavaco, você</p>
<p>escreveu uma bela poesia homenageando a Lapa. Então, logo após exaltar “Macunaíma”, minha parte nesta missão se cumpriu. Vai, Betinho! É hora de um rufar de trovoadas. Lá embaixo, eles ainda fazem som batendo no couro de um surdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Senhor sabe que eu fui o autor de Macunaíma, não sabe? Eu e a Clara cantamos juntos na avenida. Esta também foi a minha missão. Eu compus “Hoje tem marmelada”, samba com o qual fomos campões, e o antológico “Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite”, sucesso absoluto. Tudo bem, eu passei por outras escolas, mas sempre que partia deixava meu coração na Portela, e para ela retornava. Nas minhas andanças, vi o carnaval atrair turistas. Vi surgir o sambódromo! Aquilo que um dia foi pequeno se tornava as Escolas de samba S. A. Eu vi Silvinho ser campeão cantando “Contos de Areia”. Em um lindo amanhecer de carnaval, vi Dedé cantar a “pombinha da Paz”, e depois, anos mais tarde, arrepiar a todos com um belo “Tributo à vaidade”. Vi o “azul” ser cantado em todas as suas tonalidades! Eu vi o Noca, que está lá embaixo, sacudir a avenida com seu “Gosto que me enrosco”. Hoje, para o nosso carnaval celestial, componho orações unindo os sentimentos daqueles que expressam saudade. Lá embaixo, eles ainda estão limitados pelas letras escritas num papel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu sei como se compõe, aqui e lá embaixo. Fui o último a chegar cá em cima. Vivi o que vocês só viram à distância. A parte que me cabia nesta missão foi levar a Portela para o século XXI, batendo suas asas em um novo milênio. Eu vi nossa escola cantar o “Amor”. Vi Madureira “subir o pelô” e revolucionar o gênero samba-enredo. Eu estava ao seu lado, Falcon, quando você apontou para frente e todos o seguiram. Eu vi a imponência da Águia redentora. Vi nossa escola cantar as “viagens”, e, em 2017, conquistar sua vigésima segunda estrela: “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”. Liderei por décadas a minha velha guarda, levando o nome de nossa escola para todo o planeta. Canta, Surica! Canta que o samba dominou o mundo, cumprindo a profecia de nossos fundadores. O sonho deles é realidade. Inspira cada jovem que agita suas bandeiras nas arquibancadas. Hoje, sinto-me leve. Minha voz ecoa livremente pela eternidade. Lá embaixo, eles ainda usam microfone e caixa de som.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste carnaval do centenário, quando a sirene da avenida tocar, não deixem de olhar para cima. Nós estaremos na claridade que emana da lua, no brilho de cada estrela do firmamento, no vento suave que toca seus corpos. Nós estaremos fantasiados daquilo que vocês costumam chamar de natureza. A Portela é o nosso legado. Iluminaremos seus caminhos, mas a missão agora é de vocês. A história da Portela é uma&nbsp; jornada atemporal. É a saga de gerações que se sucedem no tempo. É um sonho que nos une ao infinito. Os próximos cem anos nos aguardam.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/o-azul-que-vem-do-infinito-e-o-enredo-da-portelacarnaval-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>VIZINHA FALADEIRA: POETAS PODERÃO INSCREVER SEUS SAMBAS NO DIA 27 DE OUTUBRO/ Carnaval 2022!</title>
		<link>https://websamba.com.br/vizinha-faladeira-poetas-poderao-inscrever-seus-sambas-no-dia-27-de-outubro-carnaval-2022/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=vizinha-faladeira-poetas-poderao-inscrever-seus-sambas-no-dia-27-de-outubro-carnaval-2022</link>
					<comments>https://websamba.com.br/vizinha-faladeira-poetas-poderao-inscrever-seus-sambas-no-dia-27-de-outubro-carnaval-2022/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric Bakhury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 18:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[LIVRES]]></category>
		<category><![CDATA[Sinopse]]></category>
		<category><![CDATA[Vizinha Faladeira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://websamba.com.br/?p=5664</guid>

					<description><![CDATA[&#160; No próximo dia 27, a partir das 19hs, a direção e comissão de carnaval da Pioneira do samba estará recebendo em sua quadra de ensaios, Rua Nabuco de Freitas, 17, Santo Cristo – Rj, as inscrições dos compositores e suas parcerias para o concurso de samba-enredo à obra campeã ao desfile do próximo ano. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><u>&nbsp;</u></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-5665" src="http://websamba.com.br/wp-content/uploads/2021/10/banner-inscrição-300x292.jpg" alt="" width="300" height="292" srcset="https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2021/10/banner-inscrição-300x292.jpg 300w, https://websamba.com.br/wp-content/uploads/2021/10/banner-inscrição.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />No próximo dia 27, a partir das 19hs, a direção e comissão de carnaval da Pioneira do samba estará recebendo em sua quadra de ensaios, Rua Nabuco de Freitas, 17, Santo Cristo – Rj, as inscrições dos compositores e suas parcerias para o concurso de samba-enredo à obra campeã ao desfile do próximo ano. O regulamento para a oficialização das obras será: taxa de R$: 50,00 (cinquenta reais) por compositor, 10 (dez) cópias da faixa musical em mídia CD ou PEN DRIVE, 20 impressos da letra e cias de até 4 (quatro) integrantes e mais uma participação especial. As datas de apresentação e disputas serão passadas ao término da inscrição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A A.R.E.S. Vizinha Faladeira desfilará no carnaval de 2022 com o enredo “A FÓRMULA DA ÁGUA”, pela série B da liga LIVRES e disputando o título de campeã, assim, o retorno ao sambódromo do Rio.</p>
<p>Confira a Sinopse do enredo:</p>
<p><strong>A.R.E.S. VIZIHA FALADEIRA – CARNAVAL 2022&nbsp;</strong></p>
<p><strong>&nbsp;</strong><strong>“</strong><strong>A FÓRMULA DA ÁGUA”&nbsp;</strong></p>
<p><u>Corpo técnico:</u>&nbsp;</p>
<p>&#8211; presidente administrativo: David dos Santos;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Direção de Carnaval: Everaldo Casimiro;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Carnavalesco: Jean Rodrigues;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Direção artística: Gláucia Silva;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Intérprete: Leandro Santos;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Mestre de bateria: Renatinho do Batuque;&nbsp;</p>
<p>&#8211; 1° casal de MS: Paullo Erick e Letícia Pereira;&nbsp;</p>
<p>&#8211; Rainha de bateria: Carolynna Assis&nbsp;</p>
<p>&#8211; Imprensa: Danilo Freitas&nbsp;</p>
<p><u>Contextualização institucional:</u>&nbsp;</p>
<p>A A.R.E.S. Vizinha Faladeira é uma agremiação tradicional da cidade do Rio de Janeiro, bairro do&nbsp; Santo Cristo – região central da capital. Sendo uma das pioneiras do movimento das escolas de&nbsp; samba, sua marca sempre foi voltada para a irreverência e crítica. Vide ao seu nome de batismo:&nbsp; um apontamento popular e irreverente à duas moradoras da rua da América, em que viviam a vida&nbsp; tecendo comentários sobre as vidas dos vizinhos.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Com um título de campeã no grupo especial (1937) – a Vizinha Faladeira atualmente é uma&nbsp; escola pertencente da série B – Liga Livres – tendo os seus desfiles realizados na estrada&nbsp; Intendente Magalhães, zona Norte, e disputando o título de primeiro lugar, e, assim conquistar o&nbsp; retorno para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí.&nbsp;</p>
<p>Buscando este feito de campeão no próximo ano – 2022 – a comunidade defenderá as notas&nbsp; máximas na avenida sob o efeito do enredo que contará a história de um bem precioso, a água, e&nbsp; a importância deste recurso hídrico que precisa ser preservado o quanto antes. Defesa e&nbsp; construção: autoria do carnavalesco Jean Rodrigues.</p>
<p><u>SINOPSE: </u>&nbsp;</p>
<p>Em algum tempo da vida, paramos por alguns instantes diante dele e lançamos um olhar, até onde a vista alcança ou a imaginação possa supor!&nbsp;</p>
<p>Quantos mistérios e segredos estão ali guardados à alguns metros de nossos pés e a&nbsp; milhas e milhas de nossa imaginação&#8230;&nbsp;</p>
<p>Uma fantástica população de seres marinhos pode estar a apenas vinte metros de&nbsp; profundidade… alguns que foram da terra pra lá outros que de lá vieram, muitos que&nbsp; nunca vimos e milhares que podemos nunca ver!&nbsp;</p>
<p>O milagre está ali, bem diante de nossos olhos… águas salgadas que evaporam e vão&nbsp; verter doce a centenas de quilômetro terra à dentro, fazem surgir lendas, religiões, costumes, impérios e fantásticas histórias, muitas vezes de pequeninos e adoráveis&nbsp; personagens por ela criados e inspirados. Através dos milênios a água abençoa, purifica, fertiliza e lava com vida e renovação, com beleza e poesia, poder e fé!&nbsp;</p>
<p>Continua assim em seu eterno ofício de levar a vida contida no seu interior na sua&nbsp; magnífica fórmula! Também nela e por ela buscou-se a arte, poemas, músicas, filmes, livros e inusitados personagens … valentes capitães, intrépidos e audaciosos piratas e&nbsp; cativantes seres minúsculos em sua forma de vida mais maravilhosamente simples; simpáticos peixinhos coloridos!&nbsp;</p>
<p>A vida nos oceanos pode ser por vezes, divertida e engraçada mas também violenta, triste e como podemos ver violentada em todo seu esplendor. Oceanos ao contrário do&nbsp; que se pensa em face do seu tamanho, são frágeis miomas. Poluentes, lixos, resíduos&nbsp; tóxicos e venenos não vão ficar só nele! Vão chegar aos manguezais, lagoas, rios, fontes e cachoeiras, vão seguindo envenenando a vida no entorno de seu trajeto.&nbsp;</p>
<p>“ A água jamais esquece seu caminho!”&nbsp;</p>
<p>Apesar das alegrias, orações, emoções, graça e toda uma lista de benefícios ela pode ser&nbsp; nociva, tóxica e letal! A vida que nela transita, navega em seu próprio túmulo, milhares e&nbsp; milhares de almas humanas encontraram ali seu sepulcro, seu último local de descanso, como dizia Renato Russo &#8211; “E o mal que a água faz quando se afoga!”</p>
<p><u>DEFESA</u>&nbsp;</p>
<p>Além daqui chamar atenção, para a preservação desse precioso recurso hídrico, me&nbsp; preocupa a possibilidade de perdermos definitivamente todo esse imenso acervo de&nbsp; emoções, lendas e fantásticas estórias… de não conhecermos os 90% restantes das&nbsp; maravilhas ocultas nos oceanos , apesar de nos encantarmos com apenas os 10% já&nbsp; conhecidos!!&nbsp;</p>
<p>Se extinto, até as lembranças desaparecem! Ficaram guardadas em livros de alguma&nbsp; biblioteca úmida nos confins de um país distante… haja visto, que não haverá&nbsp; misericórdia! Não haverá segunda chance!&nbsp;</p>
<p>“Extinção é pra sempre!!!”&nbsp;</p>
<p>Movido pela esperança que ainda há tempo e há pessoas que farão tudo o que for preciso&nbsp; para evitar a tragédia. Animado saio da beira do mar e vou pra casa… com sede, me&nbsp; sento na cozinha diante de um copo com água!&nbsp;</p>
<p>Levanto o copo de vidro barato e faço um brinde à ela!&nbsp;</p>
<p>À sua existência, transparência e frescor!!&nbsp;</p>
<p>À sua saúde!!&nbsp;</p>
<p>Tin, tin!!</p>
<p><u>ESTRUTURA DO DESFILE:</u>&nbsp;</p>
<p>1º SETOR: MITOLOGIA E LENDAS DAS PROFUNDEZAS&nbsp;</p>
<p>Na fórmula da água, habitam nossos mais profundos temores, credos e espantos… Nela&nbsp; um sentimento universal de quebra de fronteiras; as águas são a praia de vários países, território ecumênico de nossos desejos e pretensões universais.&nbsp;</p>
<p>Um reino do qual conhecemos menos dele do que do planeta Marte! Talvez deva-se a essa lógica espantosa, nosso fascínio por ele e por todos os mitos, sonhos e fantásticos seres que habitam em suas profundezas.&nbsp;</p>
<p>2º SETOR: RELIGIÃO, SEITAS E SINCRETISMO&nbsp;</p>
<p>&nbsp;Olhando o mar penso que seu manancial religioso, talvez seja maior que ele! Em face&nbsp; ao poder furioso de mares, rios, cachoeiras, os deuses ali criados, trazem a si fúria e força&nbsp; de descomunal proporção.&nbsp;</p>
<p>Torrenciais corredeiras e ondas fulminantes trazem no seu cerne a força e grandiosidade&nbsp; de seus cristais, deuses, ídolos e um sem conta de privilegiados e seres com poderes, castigos e bênçãos que transcende eras, séculos e milênios. Não obstante em vida com a&nbsp; morte e apesar dela, torna-se terríveis forças!&nbsp;</p>
<p>Iemanjá possui um exército de mais de um milhão de afogados mas Netuno e o rei&nbsp; Sebastião também! Orixás dançam e trabalham as suas praias! Belas divindades são&nbsp; autoridades nos corações sentadas em seus tronos de pedra, em rios e cachoeiras.&nbsp;</p>
<p>A água é vida fluida!&nbsp;</p>
<p>E benção líquida e purificadora!&nbsp;</p>
<p>Talvez um dia, voltaremos ao início de tudo! Ao começo da vida, ao derradeiro e definitivo&nbsp; reencontro das águas!&nbsp;</p>
<p>3º SETOR: ARTE – MÚSICAS, FILMES …&nbsp;</p>
<p>Suntuosas metrópoles, grandiosas capitais e estupendas cidades surgiram e sempre vão&nbsp; surgir do oceano e dos rios, lagos e estâncias hidrominerais.&nbsp;</p>
<p>Suntuosas metrópoles, grandiosas capitais e estupendas cidades, surgiram e sempre vão&nbsp; surgir as margens dos oceanos, rios , lagos e estâncias hídricas e nelas floresceram e&nbsp; florescem até os dias de hoje , registros de arte urbana , de expressão e expansionistas.&nbsp; Arte escrita, teatro, arquitetura, pintura, escultura, musical e até ourivesaria se espalharam e se fortaleceram ao redor da água.&nbsp;</p>
<p>Veneza, Paris, Porto, Londres, Turquia, Nova York e milhares de outras, tem suas&nbsp; proximidades fervilhantes portos e vasos hídricos disseminando arte e artistas ,&nbsp; compositores românticos , dramáticos sonhadores e proclamadores de uma das mais&nbsp; fortes emoções humanas ;&nbsp;</p>
<p>A arte!!&nbsp;</p>
<p>Bravo!!&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º SETOR: EXTINÇÃO É PRA SEMPRE!&nbsp;</p>
<p>O final de uma existência, sacramenta um término, um encerramento de um ser animal ou&nbsp; um minério ou um vegetal …&nbsp;</p>
<p>Na sua maioria esse dramático evento é irreversível, não há nenhuma chance de retorno&nbsp; ou possibilidades mínima de recuperação desse elemento sendo reservado à ele, páginas&nbsp; de livros, fotografias e inúteis reclames de ongs e grupos de defesa do que não mais pode&nbsp; ser defendido!&nbsp;</p>
<p>Uma frase de redundância, gira em minha cabeça como um alerta ou talvez uma&nbsp; sentença. Infelizmente;&nbsp;</p>
<p>“Extinção é pra sempre!”</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://websamba.com.br/vizinha-faladeira-poetas-poderao-inscrever-seus-sambas-no-dia-27-de-outubro-carnaval-2022/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
